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ANDRÉ SOARES

   

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ANDRÉ SOARES

 

 

 

 

 

André Soares. Braga 1720-1769. Foi o mais importante artista do tardobarroco e do rococó de Portugal e um dos maiores da Europa do seu tempo.
Obra. A sua obra é múltipla, tem particular incidência na área da arquitetura e da talha. Praticou também as artes da cartografia e do desenho. A primeira obra conhecida é a página de rosto dos Estatutos da Irmandade de Santa Ana e Santos Passos (1747).


ARQUITETURA

A obra de arquitetura divide-se em duas partes. Uma, até 1753, em que começa por introduzir em Braga o gosto de rococó (Palácio de D. José de Bragança, hoje Biblioteca Pública de Braga e Arquivo Distrital de Braga) que logo explodirá noutras obras existentes também na área de Braga: o Palácio do Raio, a Casa de Fresco do Palácio de D. José de Bragança (hoje no parque do Santuário do Bom Jesus do Monte) e a capela de Santa Maria Madalena da Falperra. Logo de seguida a sua arte recebe uma forte inflexão no sentido de um gosto mais sóbrio, o do tardobarroco, embora levemente pontilhado, por vezes, de um ou outro ornato rococó, onde tem como obras maiores o edifício da Câmara Municipal de Braga (1753), o cunhal nascente do Convento dos Congregados (1755) e a fachada da Igreja conventual (1761), também em Braga; e a igreja dos Santos Passos, em Guimarães (1769). A capela dos Monges, no interior do convento dos Congregados (circa 1768), pode ser considerada a sua obra maior e uma das mais belas da Europa.

TALHA
Na talha, a sua obra foi sempre de gosto rococó. Pode ser mais ou menos espetacular conforme a capacidade económica do encomendador da obra. André Soares tanto desenhou peças de pequena dimensão (sacrário da igreja de Nª Sª a Branca ou sanefas na capela-mor da Igreja de S. Vicente, ambas em Braga) quanto obras extremamente complexas como o imenso conjunto de talha da igreja e sacristia do Convento de Tibães (1756) que inclui 4 retábulos, dezenas de sanefas e castiçais, etc., sem dúvida a mais complexa encomenda de talha alguma vez feita em Portugal. São também da sua lavra a totalidade ou a maioria da talha da capela de S. Miguel-o-Anjo, em Braga, da capela da Casa da Freiria (Arcozelo, Ponte de Lima) e da Igreja de Nª Sª da Agonia (Viana do Castelo). A peça mais grandiosa é o retábulo de Nª Sª do Rosário (1761, Convento de S. Domingos, Viana do Castelo). Outras obras importantes são o retábulo-mor da Capela de Santa Maria Madalena da Falperra (1763), os dois retábulos do transepto da Sé de Lamego e o cadeiral do Mosteiro de Bustelo, Penafiel. O retábulo mais complexo é, sem dúvida, o da capela dos Monges (circa 1768).
A sua obra pode ser encontrada em muitos concelhos do norte de Portugal. Para além das já atrás referidas, há ainda no domínio da arquitetura o portal do Convento de Santa Rosa de Lima (Guimarães); a Igreja de Nª Sª da Lapa (Arcos de Valdevez); capelas e fontes no Santuário do Bom Jesus do Monte; e, na cidade de Braga, as capelas de Nª Sª da Torre e de S. Bentinho. Na talha podem ver-se outras obras no Palácio de Mateus (Vila Real); em Pico de Regalados, Vila Verde (retábulo-mor da igreja matriz); mosteiro de Rendufe, Amares; capela da Lapa (Fão, Esposende); e em Braga na Catedral (capela de Nª Sª da Piedade) e na capela de Nª Sª de Guadalupe.
Foi ainda autor de uma planta de Braga (1755) onde se pode ver uma belíssima cartela que mostra bem a sua imensa capacidade para o desenho.
 


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